21 de dezembro de 2008

AINDA SOBRE THAÍS... A SANTA


Santa Thaís era uma princesa egípcia de grande beleza e riqueza que vivia no século IV.

Um monge de nome Pafúncio inflamou-se com a idéia de converte-la ao cristianismo com isto tira-la da vida pecaminosa. Em breve Pafúncio teve seu desejo realizado (Alguns estudiosos acham que este monge São Pafúncio é o mesmo São Paphnutius - que era eremita junto com Santo Onophrius).

Thaís converteu-se ao cristianismo, desistindo da vida que levava, com grande obstinação. Queimou sua roupas e jóias em praça publica. O ato seria o primeiro de uma serie de penitencias que a santa se submeteria.

Santa Thaís entrou para um mosteiro de freiras onde manteve-se em penitência e contemplação por três anos, dos quais não saia de sua cela a não ser para ir à capela rezar. Não sorria, pronunciava uma só palavra, não levantava olhar para ninguém, vestia roupas grossas feitas com sacos velhos, dormia no chão e fazia jejum na base de pão e água.

Sua obstinação e fé nas palavras de Jesus fizeram com que após três anos de extrema penitencia ela fosse readmitida na vida da comunidade e foi descrita como uma pessoa de grande bondade que cuidava, em especial, dos pobres e doentes de sua época, chegando mesmo a lavar os leprosos e os infectados com a peste da época (cólera e febre amarela).

Sua fama cresceu visto que ela milagrosamente, não contraia a doença das pessoas que cuidava.

Este teria sido o seu primeiro milagre. Diz a tradição que no final de sua vida curava os doentes apenas com sua oração e bênção e chegou a prever o dia de sua morte com grande antecedência e ao morrer repetia sem cessar a seguinte oração:


"Vós que me criastes, tende compaixão de mim".

Fez questão de ser enterrada em um cova comum sem caixão ou qualquer outra protecção, e algum tempo depois de seu túmulo exalava um perfume agradável.

Em breve seu túmulo se tornou local de peregrinação e vários milagres foram creditados a sua intercessão e no século nono as sua relíquias foram trasladadas e guardadas em um santuário na Igreja de São Praxedes, pelo Papa Paschoal I, que era seu fervoroso devoto e teria sido curado de uma terrível doença pela intercessão da Santa Thaís.

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