3 de dezembro de 2008

FRANCISCO XAVIER, O SANTO EM CARNE




Corpo Incorrupto ou Sagradas Relíquias
de Francisco Xavier


A maior curiosidade sobre Francisco Xavier, reside na incorrupção do seu corpo. Este facto verificou-se logo 3 meses após a sua morte.

O melhor documento deste acontecimento é descrição pormenorizada, em 1554, pelo Padre Melchior Nunes Barreto em carta a Inácio de Loiola.

Tendo falecido na China, o corpo foi enterrado na praia sobre camadas de cal-viva, pretendendo-se assim que em 3 meses, altura da partida dos navios para Malaca, transportar as ossadas - tendo em conta que um processo normal de decomposição tem tradicionalmente 45 dias, e um corpo pode resistir até 15 dias antes de iniciar qualquer processo.

Feita a exumação, verificou-se que o corpo exalava um odor suave e agradável mantendo-se intacto, fresco e rosado. Estupefacção! Incredíveis, ficaram ainda mais impressionados ao executarem um corte no joelho do cadáver, do qual jorrou sangue - prenuncio do milagre, e sorte ainda mais impressionante!

A 23 de Março de 1554 chegou a Malaca, onde foi sepultado com solenidade na Igreja de N. Sr. do Monte. Meses mais tarde, foi transferido para Goa onde ocorreu a primeira exposição solene, sendo depois sepultado na Igreja de S. Paulo.

Em 1560, após a demolição desta igreja, foi, ao fim de algum tempo, sepultado na Basílica do Bom Jesus onde permanece até hoje.

Em 1614, atendendo à vontade do superior da Ordem Jesuítica, foi-lhe amputado o ante-braço para ser enviado como relíquia para Roma. Novamente estupefacção! Durante a operação o cadáver voltou a jorrar sangue. Cinco anos depois, o restante braço dividido em 3 partes, foi enviado para Cochim, Malaca e Macau. No ano seguinte, ser-lhe-iam removidos os órgãos internos, para serem distribuídos por vários pontos do Mundo.

Em 1955, depois de contínuos exames médicos, foi declarado o "fim do milagre". O corpo incorrupto passaria somente a ser designado como: As "sagradas relíquias" de Francisco Xavier.

Exposto ao público em cada 10 anos, ao todo, somaram-se somente quinze exposições solenes prevendo-se que o corpo passe a ser exposto em carácter permanente.





Denomina-se por Santo em carne, segundo os princípios da Igreja de Roma, todo o corpo que após a morte não se decompõe nem entra em estado de putrefacção. Fenómeno observado nos meios Cristãos e Católicos, crê-se que o principio resida na postura de vida sóbria - na dieta regrada - e os sepultamentos em criptas - na ausência de oxigénio e outros factores favoráveis.

Tem as suas variantes em meios não Cristãos. Na cultura Eslava, está associado ao mito dos Vampiros ou seja o inverso, o negativo do Cristianismo, o anti-Santo, a oposição e criação Demoníaca.


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