22 de dezembro de 2008

ARTUR PIZARRO - RESPLENDOR DE PRATA



Artur Pizarro

Descendente da grande e reputada Escola Portuguesa de Piano, Artur Pizarro, o mais jovem dos grandes pianistas portugueses, é também fruto da grande cepa que acha a sua raiz em Liszt, pelos costados musicais de Vianna de Motta - Grande Pianista Mundial; Pai da grande Escola de Piano Portuguesa, de Lisboa; Grande reformista do ensino artístico; Grande compositor; Grande Mestre de composição.

A termos em conta as poucas gerações que ligam o costado português de Liszt, aluno de Salieri e Czerny, contemporaneo de todas as gerações europeias de Ouro do séc. XIX, onde foi beber inspiração e conhecimento, este legado luso tem uma importancia superior ao qual, todos nós, a lusa gente, deveria ter a máxima reverência e orgulho. Para que tenhamos a verdeira noção, fica aqui uma ilustração, para a qual a actual geração portuguesa acha em Haydn e Salieri os seus Trisavos musicais.


Haydn, Salieri,
Beethoven, Czerny, Liszt, Schubert, Meyerbeer, Hummels
Vianna da Motta, Arthur Napoleão,
Lopes Graça, Campos Coelho, Sequeira Costa
Antonio Vitorino Almeida, Maria João Pires, Artur Pizarro



O brilhantismo alcançado, na execução de ontem, converteu com grande significância, a muitas vezes incompreendida e mal tocada Fantasia Coral numa obra de grande envergadura. Parecia brincadeira, mas é verdade!

Artur Pizarro, apresenta-se com a convicção e trato de um artista da sua charneira. Servo da musica e oneroso na execução e estilo, parece abenegnar-se da falsa glória ruidosa, muitas vezes portadora do falso sucesso ou do mais efémero e directo sucesso, para glorifcar o artisa em detrimento da verdade musical, como se lema fosse: A peça é o que é, a peça vale o que vale, o intérprete é a sua voz, ela terá o seu próprio mérito. E que méritos! Interpretações de inesquecível musicalidade, identidade própria, fusão e diálogo com a orquestra no jogo assertivo de pergunta e resposta - ao qual se sentia a fruição num raro momento de gozo musical em que todos os musicos faziam musica de alma e coração.

Sumariando, o concerto de ontem acabou na sua feitura e fruição, por resumir a máxima Beethoviana, expressa na sua derradeira sinfonia, mostrando que pela musica:

"ALLER MANNER WERDEN BRUDER"
(Todos os Homens se tornam irmãos)

By Schiller


Bem Hajas



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