25 de novembro de 2008

REALEZAS



As Princesas Grace Kelly e Carolina do Mónaco,
e a "
Rainha dos Céus"

Fátima 1964


AVÉ MARIA


~ Musica ~

Percy Benedict Kahn
(1880 - 1966)

~ Tenor ~
Enrico Caruso
(1873 - 1921)

~ Violinista ~
Misha Elman
(1891 - 1967)

~ Pianista ~
Percy Benedict Kahn


Avé Maria, Kahn (1913)

Exemplo bonito de um kitsch enternecedor.
Ouçamos em silêncio e meditação esta Avé Maria Carusiana,
como indulgência ou favor à sua salvação,
já que para nós será ele instrumento de catarse ao o nosso alívio e bem-estar espiritual.


Ave Maria, gratia plena
Dominus tecum
Benedicta tu in mulieribus
Et benedictus fructus ventris tui Jesus
Sancta Maria, Mater Dei,
Ora pro nobis pecatoribus
Nunc et in hora mortis nostrae
Amen.


A par das celebérrimas melodias de Schubert e Gounod, em todas as épocas achamos inúmeras composições musicais deste texto, principalmente no séc. XIX e XX - dada a propagação da imprensa musical, da discografia e da popularização do Cantor lírico enquanto estrela de concerto e de discos – que executa para além de Árias de Ópera: Canções e Motivos Sacros.


O séc. XIX foi bem pródigo nestas melodizações, assaz Vitorianas – da qual Paolo Tosti é o seu maior representante. Musica doce, melada, sentimental e lacrimejante, fabricada para expor as proezas vocais do seu executante e produzir, deleitadamente nos ouvintes, o desvanecimento de lágrimas e o arrebatamento da alma.





24 de novembro de 2008

AS PAGELAS DA AVÓ II


May the Body of Our
Lord Jesus Christ preserve our souls
unto lifes everlasting




AS PAGELAS DA AVÓ I



St. François d'Assises
S. Francesco d'Assisi * S. Francisco de Asis

Hl. Franziskuz v. Assisi * S. Franziscus of Assisi

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver erros, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre,
fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe;
é perdoando que se é perdoado.
E é morrendo que se vive para a vida eterna.

atribuido a Francesco d'Assisi

A RAINHA DE PORTUGAL

Nossa Sr.ª da Conceição


Dentro de 2 semanas será dia de N. Sr.ª da Conceição, a Padroeira e actual Rainha de Portugal. Afinal, ainda temos uma monarca reinante! Uma Rainha, que se mostra de viva e de boa saúde, residindo em Vila Viçosa, apesar de ser uma imagem de pedra!

Facto deveras original este de ainda termos
Rainha e não o sabermos, ou disso andarmos esquecidos. Será justo? Será justo ignorar o que Dom João IV, em 1646, com aprovação das cortes de 1645-1646, primou com originalidade retirando literalmente de si, e, da cabeça de D. Luísa de Gusmão, a coroa real oferecendo-a a N. Sr.ª da Conceição, de Vila Viçosa? Será justo esquecer que, desta forma, consagrou Portugal a Maria reiterando antigos votos, de antigos monarcas, que erigiram gloriosos monumentos à Mãe do Senhor, nos tempos da nobre pátria lusa?

Mais que um nobre gesto fé, um duro golpe para aquela que jurou:
"Antes Rainha por um dia, do que Duquesa toda a vida". Pois sendo Rainha de Portugal por direito, só o foi gloriosamente por 6 anos em detrimento da já: "Rainha dos Céus", "Rainha dos Anjos", "Rainha dos Apóstolos", "Rainha das Missões", etc, etc, etc... quando afinal era ela mais descendente de D. Afonso Henriques, do que o seu próprio marido!

"Depois desse grande momento,
os Reis seus sucessores
nunca mais puseram sobre a cabeça
a coroa real
."


in Câmara Municipal de Vila Viçosa

Façamos só a ideia do burburinho que deve ter sido na corte, e, de tudo o que de boca-a-boca e de orelha-a-orelha se disse e se ouviu, pela galopante ideia de El-Rei - para não chamar loucura, na sua desmedida e conventual fé - de trocar a sua
Rainha de carne e osso, vinda da Andaluzia, por uma Rainha de pedra de ançã, vinda de Inglaterra, por quem era devoto antes e acima de qualquer coisa - tal como o seu antepassado Beato Nuno de Santa Maria, vulgo Alvares Pereira, que muito em breve ascenderá à santidade!

Da sua beata imortalidade achamos: Uma elegância natural; um rosto sereno; um sorriso discreto; um olhar meigo e profundo. Dela, a quem a seus pés o Papa Wojtyla se ajoelhou e rezou, poderemos sempre esperar: Conforto e protecção espiritual e graças e milagres. Qualidades para já superiores a qualquer Rainha estrangeira de carne e osso, que passam a vida em revistas da socialight, e em obras humanitárias... quase nada! Estas, as
estrangeiras, comparadas à nossa boa Rainha, têm de nascer e morrer mil vezes, para alcançarem semelhantes virtudes, mesmo que para isso venha a surgir uma estrela no céu!


Quem não recorda as cautelas de lotaria que lembravam esta história, que se assemelhou nos pequenos grandes olhos, cheios de fé, do pequeno rapaz, como encantadora! Na televisão, anunciando essa lotaria, representava-se essa história, que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa sempre quis homenagear avivando a memória dos portugueses: El-Rei, Senhor de Portugal, prostrando-se diante do altar, oferecendo a sua coroa a N. Sr.ª.

Que bem aventurados somos em ter esta
Rainha! Rainha que no nosso pensamento pode viver, sem defraudar as nossas mais naturais convicções, e por nós velar noite e dia. Que descanso é saber que alguém no céu intercede por nós, ainda que pouco lembrados da sua vivência espiritual e da sua infinita bondade.

Assim, é sempre bom lembrar a exemplaridade do Senhor D. João IV de Portugal que soube com humildade despojar-se do seu maior triunfo, oferecendo-o como sacrifício de si mesmo, à sua protectora divina.




23 de novembro de 2008

DOMINE DEUS


Hoje é dia do Senhor! Para quem não foi à missa, como eu, fica aqui um momento de introspecção religiosa, para que em pensamento possa comungar espiritualmente Dele, com Ele!


PETITE MESSE SOLENNELLE
GLORIA - Domine Deus


~Musica ~
Gioachino Rossini
(1792 - 1868)

~ Tenor ~

Enrico Caruso
(1873 - 1921)



(Vale a pena ouvir: Caruso remasterizado e colado numa gravação orquestral actual num momento único, onde é perceptível a comoção lírica do Tenor - considerado como um dos maiores mafiosos do mundo da lirica, e não só - que perante o Senhor, cai estarrecido ciente do peso das suas culpas e pecados, como um clamor de salvação - foi das suas ultimas gravações, próximas da sua eminente e já anunciada morte).



Domine Deus, Rex coelestis,
Deus Pater omnipotens.
Domine Fili unigenite,
Jesu Jesu Christe.

Domine Deus, Agnus Dei,
Filius Patris.




22 de novembro de 2008

SALVE MARIA - HINO


~ Musica ~

Saverio Mercadante

(1795 - 1870)


~Soprano ~

Angela Curiale




Salve Maria piena di grazia, il Signore è con te.
Tu sei benedetta tra le donne e benedetto è il frutto del tuo seno Gesù.
Santa Maria, Madre di Dio, prega per noi
peccatori, adesso e nell'ora della nostra morte.

Amen



SANTOS PAPAS, SANTAS CANECAS



Os últimos 4 Papas: Giovanni Montini, Albino Luciani, Karol Wojtyla, Joseph Ratzinger - respectivamente Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II e Bento XVI.

É um marketing paradoxal se acharmos nas suas encíclicas, livros, homilias, pensamentos e ditos verdadeiras e apaixonantes fontes de fé.... (já para não falar da história dos Condoms) então estaremos literalmente a beber de cada um deles, e em cada um deles, sem que para isso tenhamos de os ler e ouvir, de fio a pavio!

Beber de uma destas canecas é obter indulgências. Por €14, 90: É conquistar o céu! É ver São Pedro, ou um destes seus ilustres representantes, caso esteja de folga, a abrir-nos a porta do céu - Papa na terra, Papa no céu!; É entrar no paraíso! É ver a corte celestial... E mais: em tempo de recessão, mundial, e depois do Papa Bento XVI ter restaurado o Inferno: RECOMENDAM-SE!

Segundo prescrições: Não lavar na máquina!
Será considerado pecado?


PLÁCIDO DOMINGO LEMBRA POESIA DE KAROL WOJTYLA



A sala de imprensa da Santa Sé acolhe no próximo dia 28 de Novembro a apresentação do álbum “AMOR INFINITO”, com canções inspiradas pelas poesias de Karol Wojtyla – o Papa João Paulo II. A obra é assinada por Plácido Domingo e é editada pela prestigiada Deutsche Grammophon.


Na conferência de imprensa, para além do conhecido tenor e maestro, marcará presença D. Giampaolo Crepaldi, secretário do Conselho Pontifício Justiça e Paz.


Teólogo e filósofo, Karol Woytila é também escritor e poeta. Na Polónia, publicou muitos livros e encontrou inspiração para outros tantos versos. No seu pontificado, terá dito que não tencionava escrever poesia. E assim aconteceu até ao verão do ano 2002, quando nasceu livro “Tríptico Romano – Meditações”.


Na poesia de João Paulo II cruzam-se contextos e experiências pessoais vividas em Roma e na Polónia. A filosofia e a teologia sustentam o denso significado que cada verso encerra, sugerindo análises profundas do texto de João Paulo II.


21 de novembro de 2008

PRÓLOGO


PORQUÊ OS SANTOS?


ANTES DE INICIAR AO QUE ME PROPONHO, COM A ABERTURA DESTE BLOGUE, GOSTARIA, COM A VOSSA PERMISSÃO, DE CONTAR UMA PEQUENA HISTÓRIA. CERTAMENTE ASSAZ INSIGNIFICANTE, PORÉM SENDO ELA PESSOAL, MARCA O PERFIL QUE ACOMPANHA O SEU VIVENTE PERSONAGEM, QUE AQUI, DESTA FORMA, A DEPOSITA:


Era uma vez...

um pequeno rapaz que queria ser Santo!
Mas como ser Santo?
Pensava ele...





Achava-se com sorte: Desde muito menino que ia à missa, pela mão da sua avó. Para ele, na sua tenra imaginação, esta era muito amiga da Nossa Senhora da Graça – achando mesmo ser daquelas amigas do "tu cá, tu lá". Só podiam, e era um dogma, pois era a avó a dona da Santa Senhora (havendo inclusive, uma clara distinção entre todos os Santos, que eram de Deus, e aquela, que era da avó). Era a avó, e mais ninguém, aquela que cuidava da Senhora. Era a avó que tomava conta das suas vestes, perucas, coroas, ornamentos e jóias - guardadas num baú da sua casa da costura. Era a avó que a tirava do altar. Era a avó que a despia, vestia e punha no andor. Era a avó que lhe trocava, secretamente a cabeleira, para que ninguém lhe visse a careca – todos estes gestos nos maiores e seculares preparos e cumplicidades, outrora ensinados pela mãe da avó (mas isso é outra história). Assim, o pequeno rapaz, achava-se já encaminhado de ser Santo, por osmose a esta tão grande amizade, corroborada pela tradição de família. Mais! Estava mesmo tão convencido disso, por na Igreja a avó ter uma cadeira só sua e um genuflexório só seu – quantas vezes não a viu “por a correr”, despudoradamente, outras senhoras que tinham a ideia de se lá irem sentar. Era irredutível, e tudo corrido a "Bardamerda". Pois tudo era dado e abençoado pela Senhora da Graça, que lá do seu altar, mesmo à esquerda do tal lugar, nos sorria, enquanto que no colo da avó o pequeno rapaz bocejava e se espreguiçava, e o Padre A... no altar proclamava o Senhor.



Nª Srª da Graça 
(A Padroeira do Blogue)


Por volta dos seus 5 anos, a questão tornou-se séria! Gostava de Santos, e sentia-se confortável com visitas a Igrejas. Tinha afeição por Imagens e Procissões. No Verão, na companhia do pai, eram inúmeras as que visitavam e percorriam.

A percepção da vida, com a chegada da idade da razão, começou-lhe a trazer as primeiras questões. Coloca-se o primeiro dilema:

“Afinal ser Santo é: Ser estátua e estar num altar, ou é ser homem?"

Enquanto não esclareceu isto, o pequeno rapaz brincava mimetizando as estátuas que via, sacras e profanas. Uma tarde num jardim, imitou todas as estátuas das 4 estações e outras Ninfas Desnudas, enquanto o pai o fotografava, e a mãe o repreendia, por não se estar a deixar fotografar, como normalmente.

Aos Domingos acompanhava a prima D… em visitas de caridade. Uma vez na sala da casa de uma senhora, sozinho, enquanto via na televisão "The Love Boat", brincava com as almofadas do sofá, simulando ser a N. Sr.ª da Graça a ser vestida e despida pela avó. Porém não deixou de reparar, que num canto estava uma peruca... Surpresa das surpresas, era o cabelo da senhora a quem foram visitar, que o usava só quando saía à rua. E sobre isto... mais não se conta!




Porém tudo foi evoluindo.

Eram a primeira Semana-Santa e Pascoa, da idade da razão. Na televisão contava-se a vida de Cristo, pela película do Zeffirelli. Eram os grandes serões familiares. A avó, a única autoridade para isso, afastando toda a concorrência, lia as legendas até se cansar. E se no cansaço, alguém retomasse... lá voltava ela à carga! Aí, estavam os pais, os manos, os tios e os primos, a prima L… e a prima G…. Absorvido, via e assimilava tudo aquilo. Porém, melindrava-o um facto:

“Como é que eles tinham filmado aquilo...
se tinha sido há 2 mil anos?




Então o pequeno rapaz chorou a morte do Senhor, e chorou compulsivamente todos anos sempre que se repetia esta série, percebendo assim que ser Santo era ser Homem. Decidiu-se então ter como modelo o Senhor, sabendo porém que há muito que já não haviam crucificações.

Curioso e ávido de maiores e profundos conhecimentos foi-se questionando e correndo a família toda, foi inquirindo quem, por sabedoria, os soubesse! Foi a casa da sua tia L... e perguntou-lhe:

“ – Ó tia! O que é preciso fazer para ser-se Santo?"


Estupefacta, mas nada surpreendida, com mais uma das insólitas perguntas do seu pequeno sobrinho, tentou explicar-lhe como soube enchendo-o de mil advertências, das quais se lembra do seguinte:

“ – Ser Santo... é ser um homem de virtudes."

Em casa da prima D…, enquanto esta costurava, colocou-lhe a mesma questão. E assim foi - histórias e respostas para tudo era mesmo com a prima D...! Em longas sessões, em múltiplas e longas tardes, acompanhados pelo som ritmado e incansável da sua “Oliva", e pelos "Parodiantes de Lisboa", que saíam da sua pequeníssima telefonia, a prima D... foi fazendo crescer e brilhar os olhos do pequeno rapaz, explicando-lhe tudo quanto ele almejava saber - interrompidos pontualmente pelo célebre anuncio que ambos, rindo, recitavam em coro:

“ – Menina, que Polos conhece?”
“ – Conheço o Polo Norte, o Polo Sul e o Polylon!”
“ – Poly… lon?”
“ – Ai que o Sr. Professor não sabe! Polylon são os fechos de correr que a mamã usa. A mamã e as outras senhoras!”

A partir de então, o pequeno rapaz, convencido de ir a caminho da santidade, começou a brincar ás missas. Com as bonecas velhas da mana, fez Santos. Improvisou num espaço uma capela. Recrutou o mano, os primos, uma vizinha e uns quantos rapazes que lá iam para casa brincar, alinhando todos participar nas Missas e nas Procissões, que seguiam pelas ruas, e que só aconteciam no Verão.

O caso tornou-se público. Na rua, as vizinhas e a prima A..., diziam:


“ – Bartolomeu, tens de ser Padre...”

Ao que respondia, birrento e choroso:
“ – Eu não quero ser Padre, pois quero casar e ter filhos!”

Elas retorquíam, rindo:
“ – Então vais para Padre Protestante…”

Ao que respondia:

“ – Não quero, eu gosto é de ser católico!”


Um dia porém deu-se inesperadamente a Epífania final!

Enquanto assistia na televisão ao São Francisco do Zeffirelli (sempre o Zeffirelli quer naquele tempo quer hoje, grande paixão!) – Fratello Sole, Sorella Luna –, eis que, segundo a veracidade dos acontecimentos, Francesco se despoja totalmente das suas roupas, na praça de Assis e assim, despido, caminha saindo da cidade.





Atónito, o pequeno rapaz dispara a pergunta:

“ – Oh, 'vó! Para se ser Santo é preciso fazer aquilo?

Resposta:

“ – Sim!”

Sem ter percebido, que se tratava de uma resposta metafórica ficou estarrecido e indignado. Sentiu-se mal! Sentiu-se incapaz! Se para se ser Santo, se teria de prestar tal prova, jamais o seria. Jamais seria capaz de fazer o mesmo: A vergonha da nudez era elevada. Jamais se despiria. Jamais atravessaria a sua aldeia despido - mesmo que a sua vizinha S... fizesse de Clara.

Durante uns tempos meditou sobre o assunto, sem achar forma de contorna-lo.

Se ainda fosse uma nudez parcial... Como a do Senhor!

E se o fizesse: Quanto tempo tinha de se mostrar despido? Quantos metros tinha de andar? Por quanto tempo? Quem iria cobri-lo? Como e quando? E a sair de casa, para onde iria?

Chegou a pensar: e se for de noite?... sempre seria menos exposto?

Enfim, era demasiado para aquilo que pensava. Até achava poder ser simples... mas onde estava a coragem para se despir até à nudez, que nem na praia, em idade pueril, era capaz de expor! Não! Vexado, desacreditado e desiludido, para ele, tudo tinha caído por terra!

Nunca encontrou solução! Deixando-se vencer, deixou de pensar no assunto e começou a tentar ser um rapaz normal!.



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